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Em Ghostbusters – Mais Além, uma mãe solteira resolve se mudar para uma pequena cidade do interior com seus filhos. Ao chegar na nova casa, ainda sem saber ao certo o que vai acontecer, ela e seus filhos acabam descobrindo uma conexão com os Caça-Fantasmas originais e o que o seu avô, um dos integrantes dos Caça-Fantasmas, deixou para trás como legado para sua família. Mas nem tudo é brincadeira, com a descoberta de objetos…

Caça Fantasmas é uma franquia de suma importância para a cultura pop, teve toda a sua relevância nos anos 80, por conta disso a franquia já teve varias referencias em outros filmes e séries, como Stranger Things por exemplo. Em 2018 a franquia tentou se renovar, fazendo um reboot, com uma história nova e com uma equipe só mulheres, antes mesmo de estrear o filme sofreu um boicote enorme e, quando lançado o filme foi muito mal recebido pela a crítica e pelo os espectadores. Caça Fantasmas: Mais Além é uma continuação dos filmes antigos que tenta apelar para nostalgia e um elenco mais jovem, para atrair um novo publico.

O filme acerta demais na escolha do elenco, principalmente as crianças. Podcast e Phoebe carregam o filme nas costas, a química entre os dois é ótima desde a primeira cena deles juntos, todas as piadas criadas para o personagem do Podcast funcionam bem e o garoto tem um carisma gigante. Phoebe que é interpretada por Mckenna Grace entrega uma boa atuação, mas o texto atrapalha um pouco, principalmente quando ficam forçando piadas nerds. Finn Wolfhard conhecido por Stranger Things faz o irmão de Phoebe, o personagem está aqui mais para trazer os fãs da serie da Netflix para o filme.

Os acertos do filme estão no seu começo e meio, que é justamente quando estamos conhecendo esse personagens novos e criando alguma empatia com eles, mas assim como o personagem de Wolfhard outros sofrem muito com o pouco aproveitamento. No final do filme vários deles são esquecidos e quando aparecem o filme dar um jeito de sumir com eles de novo, como a personagem feita pela a Celeste O’Connor.

O terceiro ato parece ser outro filme, o que antes parecia querer ser algo “mais serio” se entrega ao galhofa de uma forma tão abrupta que você se assusta, tem uma cena que só gera vergonha alheia. Quando o filme vai apelar para nostalgia parece ser tarde demais, o impacto que poderia ter gerado com uma aparição épica não acontece, mas nos seus últimos segundos o fã mais antigo pode chorar, principalmente com as duas cenas pós créditos. Eu me pergunto, será que a franquia não deveria ter ficado apenas nas referencias em outros conteúdos da cultura pop?