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Estrelado por Gael Garcia Bernal, Tempo acompanha uma família durante uma viagem para uma ilha tropical. Quando chegam em uma praia deserta, algo estranho começa a acontecer: todos passam a envelhecer rapidamente, anos inteiros passam em questão de minutos. Eles, então, precisam descobrir o que está acontecendo antes que suas vidas sejam encurtadas drasticamente.

O filme apresenta problemas como a necessidade do diretor sempre apresentar um plote Twist, isso faz com que o filme fique fraco e previsível, em muitos momentos cansativo. Logo no começo do filme conhecemos vários personagens, mas não tem tempo suficiente em tela para que possamos ter alguma empatia por eles além da família principal. Algumas coisas são jogadas aqui no começo do filme para simplesmente voltarem magicamente para o filme perto do final, meio que funciona como um Deus ex máquina.

No começo do filme acontece algumas coisas que poderiam ser mais exploradas, como por exemplo o conhecimento que o filho do dono do resort tem sobre as coisas que acontecem na ilha. Em alguns momentos do filme notamos que o garoto se sente incomodado com alguma coisa, porém só vamos saber do que o incomoda no final do filme.

Voltando a falar sobre a necessidade do diretor trabalhar um Plote Twist, algumas coisas que acontecem só depois da reviravolta em vez de causar algum impacto nos deixa questionando porque não foi apresentado antes, pois o momento em que o filme ficar apenas na praia pouco se acontece, esperamos mais desenvolvimento da história e pouco ela anda, ficamos vendo as pessoas envelhecerem mas pouco do enredo é desenvolvido.

O roteiro é preguiçoso, quando estamos no momento da praia muitos personagens estão no mesmo local então o diretor os separar por núcleos, sendo que muitos deles são esquecidos em alguns momentos, e a inteligência dos personagens é alta ou baixa de acordo com o que seja conveniente para o momento.

Na parte final do filme que é onde seria então o plote Twist, a reviravolta, me deixou foi mais revoltado, pois seria um assunto muito bacana para ser trabalhado durante o filme, ou melhor desenvolvido em um ato só para ele, poderia ser facilmente todo o terceiro ato. A mensagem que o filme traz sobre como utilizar o tempo, sobre o que fazer com o nosso tempo está aqui, mas queria ter visto muito mais de algumas subtramas, subtramas como a do filho do dono do resort, sobre o próprio resort.

Mas TEMPO não é de todo ruim, o filme tem uma bela fotografia e atuações muito boas, por mais que não sejam assim tão bem aproveitadas. O diretor faz uso de planos sequência para trabalhar algumas cenas de tensão na praia, até que funciona já que filme quase todo se passa em apenas um cenário, e ao mesmo tempo o diretor consegue dividir esse único cenário em vários.

Muito aqui poderia ter tido um desenvolvimento melhor, a história lhe gera interesse e vontade de saber mais, porém pouco se é aproveitado, e muito tempo é perdido com personagens que pouco importa pra gente, outros que não fazem nem sentido estarem ali. Tempo de M. Night Shyamalan no final acaba sendo é uma grande perda de tempo.