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O metal é pesado, mas o filme é leve

Crítica | Metal Lords (Netflix)

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Em Mestres do Metal, dois garotos começam uma banda de metal em uma escola onde somente os dois garotos se importam com metal. A dupla não consegue encontrar um baixista, mas há uma garota que toca violoncelo, e a parceria improvável precisa dar certo. Eles precisam trabalhar juntos para vencer a Batalha das Bandas, cada um a sua maneira, compartilhando a paixão pela música - e pelo palco.

Metal Lords traz muitos nomes de peso, começando por D.B. Weiss (Game of Thrones) que produz e escreve o roteiro, tem como protagonista Jaeden Martell(It: A Coisa) e ainda traz grandes participações especiais do heavy metal. Por mais que o filme tenha todos esses nomes de peso e muito heavy metal, Metal Lords é leve e descontraído, se não existisse streaming sairia diretamente para DVD e seria presença certa na Sessão da Tarde.

O que filme traz de melhor é a tentativa de desconstruir headbanger, público alvo do filme. Mostrando o quanto o metaleiro pode ter sua masculinidade frágil e que não precisa ser tão radical em relação a musica, há publico para todos os estilos musicais, uns podem está mais em alta, mas clássicos sempre serão clássicos. As participações especiais do filme quando aparecem servem justamente para mostrar que pra ser do metal, você não precisa ser um otário.

Metal Lords é um filme curto, mas que em alguns momentos parece ser longo até demais. O roteiro se prende em algumas tramas e acaba esquecendo a principal, fazendo que muita coisa seja resolvida nas pressas na parte final do filme. Erra também ao trazer algumas discussões para o filme, mas não são bem desenvolvidas por mais que tenha muito tempo de tela, como por exemplo o desenvolvimento da personagem Emily Spector (Isis Hainsworth) e a sua relação com o Kevin Schlieb (Jaeden Martell).

Hunter Sylvester(Adrian Greensmith) se comporta exatamente como muito metaleiro se comporta – falo isso com conhecimento de causa – e talvez por isso ele seja o melhor personagem do filme, pois tem todo o seu arco de desenvolvimento, desde todo o estereótipo do headbanger até a quebra desse estereótipo, mostrando que da para ser legal com outros músicos que não necessariamente sejam do metal.

Metal Lords é o filme que por mais que seja cheio de problemas consegue ainda ser divertido, e está tudo bem. O filme serve também como uma oportunidade para o metaleiro se olhar no espelho e se perguntar se ele é mesmo desse jeito, ou ele pode simplesmente ignorar e achar que tudo é uma piada.

Gustavo Oliveira

Co-Fundador do Studio Cabeçalho, fundador do Site Cabeçalho, Apaixonado por cinema e audiovisual, mas que realmente sempre quis ser o Power Ranger vermelho.